Guia de viagem: Avinhão
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Avignon foi sede dos papas de 1309 a 1377, que vieram para cá fugindo da desordem em Roma. Sete papas governaram a Igreja daqui, e a cidade continuou papal até 1791.
O Palácio dos Papas é o maior palácio gótico do mundo. A ponte de Saint-Bénézet para no meio do rio desde a cheia de 1668. Em julho o festival de teatro toma conta da cidade.
Os 10 principais pontos de Avinhão
Ranking pelas edições de idioma da Wikipédia — fama comprovada.
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Museu do Petit Palais
Galeria instalada num palácio cardinalício do século XIV, no extremo norte da praça dos papas, aberta em 1976. Reúne a coleção Campana de pintura italiana primitiva, cedida pelo Louvre, com painéis dourados de Siena e Florença, além de escultura da escola de Avignon. São mais de trezentas obras anteriores a 1500.
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Mausoleum of Glanum
Monumento funerário galo-romano à saída de Glanum, erguido entre cerca de 40 e 20 a.C. para os netos de um notável local, e um dos edifícios romanos mais completos que existem. Tem quase dezoito metros e nunca chegou a ruir: os relevos de batalha do corpo inferior seguem legíveis. Fica ao lado do arco, junto à estrada de Saint-Rémy.
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Frigolet Abbey
Abadia premonstratense nas colinas da Montagnette, perto de Avignon, fundada no século X entre pinheiros e tomilho — frigolet é tomilho em provençal. Os monges ainda fazem um licor de ervas, e Daudet passou aqui uma temporada que rendeu um conto famoso sobre o elixir do padre Gaucher. A igreja abre à tarde.
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Synagogue d'Avignon
Sinagoga da antiga judiaria papal, reconstruída como rotunda neoclássica com cúpula em 1846, depois de um incêndio destruir o edifício medieval. A comunidade daqui, protegida pelos papas quando a França expulsou os judeus em 1394, foi uma das quatro que sobreviveram em solo francês. Visita-se em horário reduzido e mediante identificação.
Avignon city wall
Cinturão de muralhas de 4,3 quilômetros, construído pelos papas entre 1355 e 1370 depois que companhias de mercenários ameaçaram a cidade. Trinta e nove torres e sete portas sobreviveram quase intactas, o que faz de Avignon uma das cidades muradas mais completas da Europa. Viollet-le-Duc restaurou boa parte no século XIX.
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Montfavet
Bairro do lado leste de Avignon, comuna independente até 1897. A igreja gótica do século XIV, construída por um cardeal da corte papal, e as ruas do povoado em torno dela são o que resta do lugar antigo; o resto é hospital psiquiátrico e loteamento. Fica a seis quilômetros do centro.
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Calvet Museum
Principal museu de Avignon, nascido da coleção que o médico Esprit Calvet deixou à cidade em 1810. Desde os anos 1980 a pintura ocupa um palacete do século XVIII na rua Joseph-Vernet, enquanto as antiguidades passaram ao museu lapidar. Há Vernet, Corot, Manet e uma sala de escultura de David d'Angers. Entrada gratuita.
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Fort Saint-André (Villeneuve-lès-Avignon)
Fortaleza real do século XIV numa colina de Villeneuve-lès-Avignon, construída pelos reis da França para vigiar do outro lado do Ródano a cidade dos papas. Da porta de torres gêmeas vê-se o palácio papal inteiro, e é a melhor vista de Avignon que existe. Dentro há jardins italianos em terraços, com oliveiras e ciprestes.
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Glanum Dam
Barragem romana em arco do século I a.C. no Vallon de Baume, feita para abastecer Glanum de água e uma das primeiras barragens em arco conhecidas. A alvenaria romana foi reaproveitada quando se construiu uma barragem nova no mesmo lugar em 1891, de modo que o original está em parte embutido na atual.
Tower of Philip the Fair
Torre de 1302 em Villeneuve-lès-Avignon que marcava a ponta francesa da ponte de Saint-Bénézet, onde o viajante passava do reino da França para o território papal. Os andares superiores foram acrescentados depois; do terraço vê-se o Ródano, o Mont Ventoux e o palácio dos papas. São 176 degraus.
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Abbaye de Saint-Ruf d'Avignon
Ruínas de uma casa de cônegos regulares fundada no século XI fora das muralhas de Avignon, e casa-mãe da Ordem de São Rufo, que se espalhou pelo sul da Europa. Restam a torre sineira e arcadas num jardim público, num bairro residencial onde ninguém espera encontrar românico. Acesso livre.
- © ell brown · CC BY 2.0
Musée Angladon
Museu pequeno aberto em 1996 com a coleção do costureiro e colecionador parisiense Jacques Doucet, na casa do pintor Jean Angladon. Tem o único Van Gogh de toda a Provença — Vagões ferroviários, de 1888 — mais Degas, Cézanne, Picasso e Modigliani em quatro salas. Dá-se conta em uma hora.
Museu Lapidário
Museu de antiguidades em pedra instalado numa capela jesuíta do século XVII, que desde os anos 1980 guarda a escultura clássica, etrusca, romana e galo-romana da coleção Calvet. Sarcófagos e estelas funerárias ficam sob a nave barroca, e a peça mais conhecida é a Tarasca de Noves, monstro gaulês devorando um braço humano.
Palácio dos Papas de Sorgues
Primeira residência papal do período de Avignon, construída em Sorgues por ordem de João XXII e concluída dezoito anos antes do palácio de Avignon. Só fragmentos de muro sobreviveram; escavações desde os anos 1990 vêm desenhando a planta. Fica a dez quilômetros ao norte, num terreno sem estrutura de visita.
Palais du Roure
Casa senhorial do século XV construída para a família florentina Baroncelli, cujos descendentes a mantiveram até o século XX. Hoje é museu da vida e das letras provençais, e guarda o arquivo do Felibrige, o movimento de Mistral pela língua da região. O portão gótico com ramo de carvalho deu nome à casa — roure é carvalho em provençal.
- © Marianne Casamance · CC BY-SA 4.0
Muséum Requien
Museu de história natural de Avignon, formado sobre a coleção do naturalista Esprit Requien, do século XIX, com fósseis provençais, herbários e insetos. Há material de Jean-Henri Fabre, o entomologista que trabalhou na região, e o herbário passa de duzentos mil exemplares. Entrada gratuita, fechado no domingo e na segunda.